quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fazer o bem sem Ostentação





1. Tomai cuidado para não fazer vossas boas obras serem vistas diante dos homens; de outro modo, não recebereis recompensa alguma de vosso Pai que está nos Céus. Quando derdes esmola, não façais soar a trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados pelos homens.

Eu vos digo, em verdade, que já receberam sua recompensa. Mas, quando derdes uma esmola, que vossa mão esquerda não saiba o que faz a vossa mão direita, a fim de que a esmola fique em segredo. E vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos dará a recompensa. (Mateus, 6:1 a 4)

2. Uma grande multidão seguia Jesus quando este descia do monte; e ao mesmo tempo um leproso veio a Ele e o adorou dizendo: Senhor, se quiseres podes me curar. Jesus estendendo a mão tocou-o e disse-lhe: Assim o quero, fique curado. E nesse momento a lepra foi curada. Depois Jesus lhe disse: Não diga isso a ninguém; mas vá mostrar aos sacerdotes e ofereça o donativo prescrito por Moisés, a fim de que isso lhes sirva de testemunho. (Mateus, 8:1 a 4)

3 Fazer o bem sem se exibir, sem ostentação, é um grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais louvável. É o sinal indiscutível de uma grande superioridade moral, porque, para compreender além da vulgaridade comum as coisas do mundo, é preciso elevar-se acima da vida presente e se identificar com a vida futura. É preciso, em uma palavra, colocar-se acima da Humanidade para renunciar à satisfação que o aplauso dos homens proporciona e pensar na aprovação de Deus. Aquele que estima mais a aprovação dos homens do que a de Deus prova que tem mais fé nos homens do que em Deus e que a vida presente vale mais do que a vida futura. Se disser o contrário, age como se não acreditasse no que diz. Quantos ajudam apenas na esperança de que essa ajuda tenha grande repercussão; que, em público, dão uma grande soma e que ocultamente não dariam nem um centavo!

Eis porque Jesus disse: Aqueles que fazem o bem com ostentação já receberam sua recompensa. De fato, aquele que procura sua glorificação na Terra pelo bem que faz já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve mais nada. Resta-lhe apenas receber a punição do seu orgulho.

Que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita é um ensinamento que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta.

Mas, se existe a modéstia real, há também a fingida, isto é: a simulação da modéstia. Há pessoas que escondem a mão que dá, tendo o cuidado de deixar à mostra uma parte da sua ação, para que alguém observe o que fazem. Ridícula comédia dos ensinamentos do Cristo!

Se os benfeitores orgulhosos são desconsiderados entre os homens, muito mais o serão diante de Deus! Estes também já receberam sua recompensa na Terra. Foram vistos; ficaram satisfeitos por terem sido vistos: é tudo o que terão.

Qual será, portanto, a recompensa daquele que faz pesar seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe obriga, de alguma maneira, os testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir sua posição realçando as dificuldades e os sacrifícios a que se impôs por ele? Para este, nem mesmo existe a recompensa terrena, pois ele é privado da doce satisfação de ouvir abençoar seu nome. E aí está o primeiro castigo de seu orgulho. As lágrimas que ele seca em benefício de sua vaidade, ao invés de subirem ao Céu, recaem sobre o coração do aflito e o ferem. O bem que ele faz não lhe traz o menor proveito, pois, ele o lamenta, e todo benefício lamentado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência sem exibicionismo tem um duplo mérito: além de ser caridade material é caridade moral. Ela respeita os sentimentos do beneficiado. Faz com que, em aceitando o benefício, seu amor próprio não seja atingido, protegendo assim sua dignidade de homem, pois este poderá aceitar um serviço, mas não uma esmola. Acontece que converter um serviço em esmola, conforme a maneira como é proposto que se faça, é humilhar aquele que o recebe e sempre há orgulho e maldade em humilhar alguém. A verdadeira caridade, pelo contrário, é delicada, habilidosa e sutil em disfarçar o benefício, em evitar até as menores aparências que ferem, pois toda contrariedade moral aumenta o sofrimento do necessitado. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em face do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade é quando o benfeitor, invertendo os papéis, encontra um meio de parecer ser ele próprio o beneficiado frente àquele a quem presta um favor. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita.

Allan Kardec                
( O Evangelho Segundo o Espiritismo )
Deus  é  Tudo  para  nós









Deus, energia e soberania perante o Universo...
Deus, construção e pacificação entre os povos...
Deus, amor e contentamento diante da obra construída...
Deus, bondade e justiça...
Deus, o vôo simples da águia livre para ser o que é...
Deus, a magnitude e grandeza exemplificada na pacificação dos corações
Deus, imagem da perfeição mesmo com tantas pinturas da vida imperfeitas...
Deus, alegria sobre os cantos equalizados da natureza criada...
Deus, fonte de força e coragem...
Deus, a criação sem distinção...
Deus, os olhos afetuosos diante das dores do Universo...
Deus, único e onipotente...
Deus, benevolência e caridade a todos os corações aflitos...
Deus, sublime e intenso gerador das grandezas benéficas do Universo
Deus, a vida ativa e construída com dedicação e perseverança...
Deus, a vitória de todas as lutas travadas para a evolução da humanidade...
Deus, a maior prova de todas as provas de que a vida sem Deus é nada.
Deus sem você é Deus, mas você sem Deus é nada...
Aparências








      Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.
      Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão.
      Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.
      Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.
      Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação.
      Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas.
      Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência.
      Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.
      Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.
                                          
    Livro: Agenda Cristã André Luiz & Divaldo P. Franco


Conselhos








    Os conselhos somente terão valor se estiveres disposto a segui-los.
    Quando estejas com dificuldade em qualquer assunto, recorre a uma pessoa mais experiente, mais bem equipada, pedindo-lhe ajuda e orientação.
    Todavia, não leves a tua própria opinião, tentando prová-la verdadeira.
    Ouve com cuidado, reflexiona e, depois, toma a decisão que te pareça mais acertada.
    Por outro lado, não faças ouvidos moucos às orientações e conselhos que te dêem ou que busques.
    "Examina tudo e retém o que é bom", ensina o Apóstolo, em nome do Bem.
                  Livro: Vida Feliz Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
Aceitar as Pessoas




    Aceita as pessoas, conforme estas se te apresentam.
    Este homem prepotente que te desagrada, está enfermo, 
    e talvez não o saiba.
    Esse companheiro recalcitrante é infeliz em si mesmo.
    Aquele conhecido exigente sofre dos nervos Uns, que 
    parecem orgulhosos, são apenas portadores de 
    conflitos que procuram ocultar.
    Outros, que se apresentam indiferentes, experimentam 
    medos terríveis.
    A Terra é um grande hospital de almas.
    Quem te veja, apenas, superficialmente, não te verá 
    como analisaste, com acerto.
    Concede a liberdade para que cada um seja 
    conforme é e não como pretendes que sejam. Livro: Vida Feliz Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco