
Livro: Seara de Luz
Irmão José & Carlos Baccelli
Irmão José & Carlos Baccelli
O espírita consciente de seus deveres não desanima ante as dificuldades naturais do caminho estreito.Sabe que a luta é difícil, mas confia na vitória da perseverança.Compreendendo a tarefa que lhe cabe desempenhar na construção de um mundo novo, trabalha sem esmorecimento na seara do bem, vivenciando a fé nas menores atitudes.Coopera com todos, sem exigir cooperação.Incentiva os companheiros de ideal, certo de que cada um faz o que está ao alcance de suas possibilidades.Entende as suas e as limitações alheias, porquanto o Espiritismo lhe esclarece que todos somos Espíritos em evolução, ainda presos ao passado de erros exigindo resgate no presente.O Espírita, embora seja um homem como qualquer outro, com os mesmos anseios e aspirações, é chamado a influenciar na espiritualização das criaturas a partir do próprio exemplo.Valorizando o tempo que muitos desprezam, renuncia aos prazeres e facilidades terrestres, aproveitando cada minuto que lhe é concedido pela reencarnação no sentido de melhorar-se.Convicto sobre a transitoriedade dos bens materiais exercita o desprendimento, retendo consigo apenas aquilo de que tenha absoluta necessidade.Adepto da Fé Raciocinada, o espírita busca fugir a extremismos de opinião, cônscio de que o fanatismo religioso é um dos maiores entraves ao progresso da Humanidade.No recinto doméstico, é o servidor que se sacrifica pela felicidade dos corações amados.Na via pública, é o amigo da caridade, sempre vigilante de forma a não perder a oportunidade de ser útil.No ambiente de trabalho, é o companheiro que se faz admirado pela gentileza e pela competência.O espírita na instituição a que se vincula, é o irmão que não se preocupa com a disputa de cargos, mas, sim, em cumprir com alegria os encargos que lhe dizem respeito, na certeza de que "o maior no Reino dos Céus é o que se fizer na Terra o servidor de todos".Não critica a ninguém.Não agasalha a vaidade.Não se julga privilegiado.Não participa de discussões estéreis.Não se faz instrumento da maledicência.A respeito dele, escreveu Allan Kardec: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que empreende para domar as suas más inclinações".Vejamos que não se trata de exibir atestado de santidade, mas de renovar-se a cada dia nos esforços de todo instante, levantando-se das possíveis quedas e seguindo adiante, com o fardo que sustenta aos próprios ombros.
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